Sinto um honesto e saudável escárnio pelas pessoas. Alguns me chamam de intolerante, mas a verdade é que esse motejo, assim posto, direciona meu bom viver desde que me entendo por gente (com exceção do verão de 86). Vejo-me como um observador do mundo: Ah, as bengalas em diagonal, quanto mistério. E as penas de pavão, então? Noz moscada, puxa! Tantas facetas, e ainda dizem que a melhor coisa que inventaram foi o abobrão em conserva… Bah! Não sabem o que dizem esses pudicos. Se pensar é um fazer, que seja, evidentemente, ontem e de preferência antes da novela das seis. Enternecimento de minha parte? Não! Você não entende… Quero o meu seguro Peter-Pan, quero o que me tomaram: os energúmenos, os inomináveis, os energéticos, jamé! Não importa mais se a pústula secou e caiu, nem se Frida praticava coprolagnia sem escovar o dente, inclusive. Quisera eu entender de biologia, eles veriam uma coisa, curaria minha ardência na velocidade de um fractal de balalaicas se desfazendo em solos diminutos sustenidos em dó com nona aumentada. Mas não, tinha que ser agora, isso! Compreendo, estava diante de minha próstata o tempo todo, ali, para quem quisesse ver.
Que sono, acho que tomei zolpidem por engano de novo. Ai, ai, cadê essa minâncora?
