Quando estive na Europa, era moda as mulheres usarem vestidos Déshabillé en Crêpe e pircings linguais de pena de pavão. Esteticamente era interessante enquanto não houvesse baba, ou pavoas no cio . Obviamente a beleza era substituída pelo prazer do beijo que muito se assemelhava a uma endoscopia com uma tarântula. Quem já experimentou sabe do que estou falando.
Nesta época mantive relações sexuais com Justine, mas não considerei traição a Frida, pois eu banhava as suas genitais com vinagre e sal, ou O Derradeiro Tempero do Prazer, como eu mesmo nomeie. Justine usava todos esses itens mais belos disponíveis e esnobava elegância e Erudição. Na verdade estava sendo um grande Paparrotão! Eu não gostava da sua aparência e nunca escutava o que ela estava dizendo, mas havia duas coisas difíceis de fazer na Guerra: Arrumar sexo heterossexual e alguma coisa para aplacar o calor! Ela recitando Paul Éluard trazia uma brisa com hálitos matinais diversos. De tanto me abanar eu pensava que ela parecia um eunuco. Talvez também por ela não possuir um pênis. Isso era raro por lá. Por isso eu tinha que aproveitar a minha vez enquanto podia, pois tinha um batalhão inteiro esperando. Quando fazíamos sexo era como se fossemos um sino de uma grande catedral tocando para uma legião de asmáticos.
Justine me ensinou as duas coisas que fazem a vida valer a pena: Felações com paçoca fina e penicilina. Necessariamente nesta ordem.