Imagine-se numa situação cotidiana onde o seu universo de possibilidades se resume a resignação ou a tragédia após um lazarento desfecho numa dada situação.
Reunião com a alta diretoria, você está apresentando sua proposta estratégica para modificação de um contexto desfavorável no seu departamento. O seu celular toca, e por uma dessas ironias do destino a chamada é atendida em viva-voz (de dentro do bolso da sua calça) com a sua mãe dizendo: “- Filho, seu pai assumiu a homossexualidade! Assumiu, filho! Assumiu!!!”. Desse ponto em diante, existem três saídas:
- Fingir um ataque cardíaco
- Xingar desbragadamente
- Utilizar uma frase ou expressão de efeito
As duas primeiras opções, apesar de parecerem ideais, compelem-no a um desgaste desnecessário uma vez que, além de não resolver a situação, muito provavelmente a complicará em demasia. Lembre-se, pelos preceitos primevos ou de qualquer filosofia sensata você deve, acima de tudo, zelar pela sua preservação. Assim sendo, o autor deste post se concentrará na opção três como foco deste guia.
Voltemos ao surreal cenário exposto, agora com o desfecho sugerido.
“- Filho, seu pai assumiu a homossexualidade! Assumiu, filho! Assumiu!!!”
Na subseqüente fração de tempo, enquanto todos os rostos na sala de reunião apontam para sua face, respirações são interrompidas, esfíncteres são acometidos de massivos movimentos constritores involuntários, você encara uma câmera imaginária e solta em plenos pulmões:
“Genésio!!!”
Você não apenas resolveu a questão de presença de espírito (esperada por todos – aqui vale lembrar que na sala haviam apenas superiores), como desviou o foco da notícia para a estranha expressão utilizada: Genésio!
“Teria ele confundindo Jesus com Genésio?”, pensariam alguns, “Já vi isso antes, teve um cara que foi no Jô Soares contar essa caso! Acontece sempre quando alguém se depara com o pior…”. Outros elucubrarão: “De certo ele saberá o que fazer! Poxa, ele disse Genésio!” . A maioria sentirá um grande alívio por tal situação ter sido quebrada com providencial espontaneidade.
Contudo, o principal benefício é que não foi necessário nenhum dano adicional e ainda por cima o seu corpo e mente não absorveram integralmente a situação devido a banalização da mesma pela sua acertiva expressão de efeito!
Em posts futuros, várias expressões de efeito serão apresentadas.